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LostBrasil - Índice do Fórum » Creative Lost  » Fan Fiction » Pré-História de Lost

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 Pré-História de Lost « Exibir mensagem anterior :: Exibir próxima mensagem » 
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Cyrano
MensagemEnviada: Segunda Fevereiro 04, 2008 20:39  |  Assunto: Pré-História de Lost Responder com Citação





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Pré-história de Lost s-maior Black Rock s-maior Primeiro capítulo

Papua-Nova Guiné, 1881.

Magnus Hanso andava preocupado. Ele era um homem inteligente e prático e sempre procurava estar um passo adiante das coisas que precisava fazer e fôra por causa disso que se tornara um ótimo negociador e enriquecera facilmente por ter um espírito empreendedor. Porém, seu tipo de negócio era muito arriscado e tinha que se envolver com um tipo de gente em que não podia depositar total confiança. Mas enquanto se dirigia ao seu navio, o Black Rock, sua maior preocupação era a notícia que havia recebido mais cedo, fôra informado de que seriam interceptados pela marinha real britânica e sua preciosa carga (ouro e escravos) o levaria a ser julgado e condenado por suas atividades ilícitas.

Ao embarcar foi informado por seu estafeta, Richard Alpert, que o navio estava equipado e pronto para zarpar.

Hanso: Avise Thomas que quero conversar com ele... avise o restante da tripulação que iremos partir em meia hora.

Magnus foi para sua cabine imaginando uma solução para seu problema e embora Thomas, seu imediato, não lhe inspirasse muita confiança precisava colocá-lo à par dessas novas informações que havia recebido. O imediato bateu na porta e entrou logo em seguida:

Thomas: Tudo pronto Magnus, partiremos logo então?

Hanso: Me chame de capitão, Thomas. Eu fiz por merecer isso.

Thomas (tentando esconder o constrangimento): Me perdoe... capitão... alguma mudança nos planos? ...senhor?

Hanso: Fui informado que estaremos seguindo para uma armadilha. Alguém da tripulação nos traiu. Você não saberia nada sobre isso, certo?

Thomas: Não... senhor... mas os ingleses já estavam investigando nossos negócios a um bom tempo já. Acho que isso era só uma questão de tempo... se é que o senhor me entende.

Hanso (um tanto quanto pensativo): Sim... sim... é verdade. Pois bem, mudaremos nosso curso e não rumaremos para o Oeste como de costume, iremos pelo Leste e farei algumas correções em nosso percurso para evitar esse "problema" que surgiu. Evite comentar isso com a tripulação e invente alguma desculpa para justificar nossa nova rota. É.

Naquele dia, a decisão tomada por Magnus Hanso fez com que o Black Rock fizesse sua última e derradeira viagem....


Referência: http://pt.lostpedia.com/wiki/Black_Rock



Pré-história de Lost s-maior Magnus Hanso

A viagem do Black Rock, seguindo a nova rota estipulada por seu capitão, ocorria sem contratempos. Magnus era estimado por sua tripulação que via nele um grande líder. A bem da verdade, Hanso poderia ter abandonado a vida no mar e ficar apenas a gerenciar a frota de navios de sua companhia, a "New World Sea Traders", mas seu ímpeto de cuidar de seus próprios negócios o levara a continuar capitaneando sua nau principal e essa iniciativa o tornava, entre sua tripulação, o grande homem que era.

Ele tinha suas inimizades, como qualquer outro homem de negócios tinha, e manter Thomas como seu imediato e braço direito na capitania do Black Rock atendia uma velha máxima que sempre procurava seguir: "mantenha seus amigos próximos e seus inimigos mais próximos ainda". Era claro que Thomas o havia traído, mas não tinha como provar isso... ele precisava fazer alguma coisa a respeito, mas por enquanto suas preocupações eram outras. Ele precisava evitar o confronto com os navios da marinha britânica e teve que se desviar da rota comercial que comumente costumava usar... o risco de se perder era muito grande e as provisões não durariam muito tempo caso isso acontecesse.

Embora fôsse um navegador experiente o pior aconteceu... uma tempestade em alto mar. Não que Magnus e sua tripulação já não tivessem passado por outras tormentas em suas inúmeras viagens, mas essa se mostrou além das capacidades do grande capitão e por pouco as esperanças não se perderam na tentativa de manter o navio à prumo. O destino de todos parecia certo durante aquela longa noite em que Magnus Hanso e seus homens lutaram contra o iminente naufrágio do Black Rock e todo esse pesadelo só veio a terminar quando o casco do navio se rompeu nos recifes de uma ilha surgida no meio do nada.


Somente ao amanhecer que Magnus e seus homens puderam calcular a extensão dos danos ao navio e a possibilidade de consertar os estragos. Após avaliar bem a situação chegaram à conclusão que haveriam de passar um bom tempo presos àquele lugar e as chances deles serem resgatados eram mínimas, para não dizer, inesperadas.

Hanso calculava que se a marinha britânica estivesse procurando por eles seria melhor que eles não o encontrassem e assim ficar confinado àquela ilha durante algum tempo não seria de todo ruim. Como não havia menção alguma sobre a ilha nos mapas naúticos que dispunha e ao perceber que as coordenadas apontadas por seus instrumentos de navegação sugeriam pontos cardeais diferentes dos que estava acostumado a ler começou a considerar que a ilha seria um refúgio perfeito.

Sua primeira providência então foi organizar uma expedição em terra para conseguir água e suprimentos. Outra parte da tripulação ficaria encarregada de montar um acampamento provisório na praia e usariam os escravos para transportar parte do equipamento à bordo para a ilha. Depois de algum tempo relizando esses preparativos o grupo que Magnus havia despachado par investigar a ilha voltou com uma importante notícia.: eles não estavam sozinhos...




Pré-história de Lost s-maior A Ilha



Dois dias haviam se passado desde que o grupo expedicionário de Hanso o informara de que haviam ouvido vozes, sussurros, no meio da floresta. Embora não tivessem avistado ninguém e muito menos encontrado rastros por lá, eles deduziram que não estavam sozinhos na ilha.... alguém os observava. Os homens estavam irrequietos com essa possibilidade e alguns diziam que talvez a floresta fôsse um lugar assombrado e que deviam concluir os reparos no navio o mais breve possível e partir dali o quanto antes.

No entanto, Magnus estava interessado em outra coisa naquele momento e não ligava para as superstições de sua tripulação, ele era um homem racional e achava perda de tempo acreditar nessas tolices. Seu espírito de explorador aliado ao pragmatismo da situação o levava a considerar que aquele lugar poderia guardar riquezas inexploradas e que a ilha poderia ser um lugar especial, uma fonte de lucros e, principalmente, poderia haver ouro naquele lugar. Se haviam nativos por ali eles poderiam subjugá-los, afinal de contas, o Black Rock estava muito bem equipado com armas e explosivos dada à natureza dos negócios que fazia no mundo exterior. Chamou Thomas para pô-lo à par de seus planos:

Hanso: Thomas, vou organizar uma nova expedição pela ilha e deixarei você à cargo dos reparos do navio. Levarei Alpert comigo, além de Jonas e dois dos escravos para transportar nosso equipamento. Conto com você para manter as coisas em ordem por aqui e calculo que levarei um dia ou dois até voltar.

Thomas: O senhor não acha arriscado partir com poucos homens assim? Afinal, somos em 48 contando os escravos....

Hanso: Não vai ser necessário mais gente, isso só iria nos atrasar mais ainda. Além do mais estaremos levando algumas armas e explosivos. O importante é guardar o acampamento e vigiar o Black Rock.

Thomas: E se algo acontecer com vocês, Capitão? E se não retornarem?

Hanso (piscando o olho e sorrindo ligeiramente): Daí você assume meu lugar, não é mesmo? Mas não se preocupe, nós iremos voltar.

E assim Magnus Hanso partiu em sua exploração pela ilha e seguindo duas milhas pela praia veio a dar com o leito de um rio que desembocava no mar. Percorrendo seu curso, mata a dentro, se deparou com estranhas construções, próximo à uma enseada formada pelo rio. Alpert perguntou:

Alpert: Capitão, o senhor sabe o que é tudo isso?

Hanso observava atentamente as colunas que se erguiam naquele lugar.

Hanso: Não... mas é muito antigo. Algumas inscrições aqui me lembram alguma coisa... estes desenhos? Me parecem ser hieróglifos... mas olha... aqui do lado Também há algumas coisas escritas numa outra língua... mas não, não faço a menor idéia do que sejam e o que representam.

Nesse instante Jonas veio correndo em direção aos dois dizendo haver encontrado algo. Indo averiguar tal descoberta o pequeno grupo se deparou com uma espécie de reentrância no chão, selada com um sólido bloco de concreto... Hanso imaginou se tratar de um tipo de tumba, ou um sarcofágo. Também ali haviam simbolos e inscrições como as que havia visto nos outros lugares.

Jonas: O que será que tem lá dentro?

Hanso (pensativo): Não vai ser difícil de descobrir... mas a dinamite que trouxemos talvez não seja suficiente para abrir isso agora. Voltaremos aqui depois, ainda falta muita coisa para a gente descobrir sobre este lugar e está anoitecendo. Vamos montar acampamento aqui e prosseguir amanhã bem cedo. Lembrem-se que precisamos retornar ao Black Rock mas antes quero ver o que mais podemos encontrar por aí. Alpert, você fica de vigia no primeiro turno, Jonas você o substitui depois até o alvorecer.

O sono de Magnus Hanso não foi trânquilo aquela noite... tivera sonhos estranhos e embora não lembrasse muito bem sobre o que sonhara estava certo de que tinha a ver com aquele lugar, alguma coisa muito ruim iria acontecer se eles abrissem aquela "tumba". Acordou sobressaltado, estava suando muito e percebeu que ainda era o turno de Alpert vigiar o acampamento.

Alpert: Tudo bem capitão?

Hanso (ofegando): Tudo... bem... Tudo bem... dormir Richard, eu continuo daqui.

E Magnus não voltou a dormir mais naquela noite. De manhã seus dois companheiros lhe perguntaram se voltariam ao Black Rock.

Hanso: Não, agora não. Eu sei para onde a gente deve ir.

E seguindo um novo percurso, não muito longe dali, encontraram uma cabana no meio da floresta... e Magnus já sabia o que encontraria ali dentro, a ilha havia lhe dito...


Pré-história de Lost s-maior Jacob

A cabana que Hanso e seu grupo se deparou destoava das construções que viram anteriormente. Aquela casa sugeria algo mais contemporâneo, ou seja, era da mesma época em que viviam... haveria alguém habitando nela? Alpert falou:

Alpert: Capitão, o que fazemos agora?

Hanso: vocês ficam aqui e me dêem cobertura... manternham-se escondidos, eu vou dar uma olhada mais de perto.

Magnus seguiu resoluto para a cabana, como se soubesse o que deveria fazer (embora estivesse um tanto quanto ansioso ao fazer isso). Notou que a cabana estava em perfeitas condições apesar do mato crescido à sua volta... se havia alguém por ali teve muito tempo para construí-la e no seu íntimo sabia que encontraria as respostas para suas perguntas naquele lugar. Chegou até à porta e olhou para trás procurando por seus homens que o acompanhavam à distância. Fez um sinal de que tudo estava bem e entrou na cabana.

Era uma construção simples, tudo lá dentro estava bem cuidado e não viu sinal de vida em qualquer canto. Apartentemente era um cômodo apenas, uma cama, uma cadeira, uma mesa, etc... o quadro na parede lhe chamou a atenção, tratava-se da imagem de um cachorro, um "sheep dog", um cão pastor.... enquanto examinava esse retrato, de súbito, ouviu uma voz atrás de si:

Voz: Olá Magnus, eu o estava esperando.

Sobressaltado Hanso se virou na direção da voz e viu um homem o encarando, sentado próximo à mesa. Aparentemente não era mais velho do que ele, embora seus olhos dissessem o contrário. Perguntou afinal:

Hanso: Quem é você? Como você sabe meu nome?

Jacob: Meu nome é Jacob... e eu sei o seu nome do mesmo modo como você soube que deveria estar aqui.

Hanso (um tanto quanto atônito): Como assim? De onde você veio? O que você quer dizer com isso?

Jacob (sorrindo): Tantas perguntas... por sorte temos todo o tempo do mundo, neste lugar, para respondê-las.

E ao dizer isso Jacob convidou Hanso para sentar-se junto à ele e começou a contar toda a história sobre a ilha e seus mistérios.




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Cyrano
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Pré-história de Lost s-maior Enzo Valenzetti s-maior Segundo capítulo

Nova Jersey, 1973.

Universidade de Princeton


Havia um misto de alegria e derrotismo no ar da América nesse ano. A guerra do Vietnã havia acabado e os Estados Unidos retiraram suas tropas da região, arrefecendo ainda mais as relações entre os blocos socialistas e os Estados Unidos durante a guerra fria que já se extendia desde a segunda guerra mundial. Mas isso não importava muito para Enzo Valenzetti, até porque o seu mundo constituía-se de cálculos matemáticos e jogos de lógica. Porém, sua genialidade cobrava um preço que à contra-gosto deveria pagar... precisava trabalhar para os mais diversos órgãos de pesquisa dos "governos" mundiais, ou como costumava pensar: "era preciso seguir a onda..."

Desse modo, seu gênio havia sido "emprestado" pelo governo italiano para o governo americano e agora seus esforços intelectuais estavam sendo requisitados pela ONU. Durante a década de 60 havia trabalhado secretamente no desenvolvimento da Arpanet (Advanced Research Projects Agency Network), auxiliando a desenvolver o sistema que interligaria as bases militares e os departamentos de pesquisa do governo americano. Agora, em 1973 já imaginava que essa iniciativa poderia resultar em algo mais grandioso no futuro, não somente em termos militares e acadêmicos, mas uma rede mundial de computadores onde qualquer um pudesse ter acesso... seria, como imaginava, apenas uma questão de tempo.


Mas estas divagações o estavam afastando de suas novas prioridades. Seu novo "trabalho", encomendado pela ONU era um tanto quanto interessante, para não dizer, divertido. Valenzetti precisava formular uma equação que pudesse prever o fim do mundo. Não era um problema tão lógico quanto o que estava acostumado a resolver, ainda mais que nas correpondências que trocava com Lorenz, do MIT (Instituto tecnológico de Massachussets), o levara a considerar que a Teoria do Caos e o "efeito borboleta" demonstrava que seria preciso ter uma compreensão sistêmica do Universo, e não apenas analitica.

No momento em que o italiano se debruçava sobre os esboços de suas anotações foi interrompido por alguém batendo à porta de sua sala. Não gostava dessas interrupções quando estava trabalhando e havia deixado isso bem claro para seus assistentes. À contragosto foi verificar do que se tratava e se deparou com um homem de meia idade muito bem vestido e com um ligeiro sotaque sueco que se apresentou sendo Alvar Hanso:

Hanso: Signore Valenzetti, sinto muito em interromper seu trabalho. Meu nome é Alvar Hanso e é um grande prazer conhecê-lo pessoalmente. O motivo que me traz aqui é que gostaria muito de falar com o senhor à respeito de seus estudos.

O nome de Alvar Hanso não era de todo desconhecido por Valenzetti, até porque, no meio acadêmico, a Fundação Hanso estava envolvida no financiamento de várias pesquisas científicas naquela época.

Valenzetti: O senhor deve saber que tenho andado muito atarefado em minhas pesquisas e Também que não costumo discutir sobre meus trabalhos.

Hanso (sorrindo): De fato, eu compreendo muito bem sua reclusão... inclusive, o seu próprio silêncio nos assuntos em que tem trabalhado. Mas fique tranquilo, eu estou à par do projeto da ONU bem como das ligações que o senhor possui com os órgãos de inteligência americana e italiana.

Valenzeti (desconfiado): você não está envolvido com a KGB, certo?[/

Hanso (rindo): Não, não... embora sejamos uma iniciativa privada temos boas relações com os diversos governos e uma boa influência sobre as agências de inteligência e controle dos órgãos mundiais. Na verdade, o projeto em que você está envolvido foi financiado em grande parte pela Fundação Hanso, que o senhor deve conhecer.

Ao falar isso Alvar apresentou um cartão da Fundação Hanso com o codinome do projeto que a ONU havia encomendado para Enzo.

Valenzetti: Bom, senhor Hanso... qual o motivo para que o senhor tenha vindo pessoalmente me visitar?

Hanso: Eu vim lhe ajudar a concluir sua pesquisa.

Valenzetti: E como o senhor acredita que pode contribuir?

Hanso: Eu conheço o lugar certo onde poderá fazer isso.

Três dias após esse encontro, Alvar Hanso e Enzo Valenzetti embarcaram num vôo para um destino incerto... ou talvez nem tanto.


Referências:
http://pt.lostpedia.com/wiki/Enzo_Valenzetti
http://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Lorenz
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arpanet





Editado pela última vez por Cyrano em Quinta Fevereiro 07, 2008 15:25, num total de 1 vez
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Cyrano
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Pré-história de Lost s-maior A iniciativa Dharma - Primórdios

A primeira escala do vôo onde embarcaram Hanso e Valenzetti foi feita na Coréia do Sul. Segundo o empresário, haviam detalhes comerciais a serem tratados com a Paik Heavy Industries, uma empresa subsidiada pelo Grupo Hanso e que estava fornecendo os materiais necessários às instalações que estavam construindo na ilha, o destino final da viagem que estavam fazendo. Como Valenzetti Também veio a saber depois, boa parte da mão de obra para a construção dessas instalações era oriunda da base norte-americana localizada naquele país, inclusive para o transporte e envio das provisões necessárias ao empreendimento que estavam fazendo.

Como Hanso confidenciou para Valenzetti, a rede de influência do Grupo Hanso autorizava o deslocamento de homens do exército norte-americano para os trabalhos feitos na ilha, sem contar que pela natureza ultra-secreta de seus projetos, o sigilo militar salvaguardava-os de se preocuparem com possíveis vazamentos de informações confidenciais.

A viagem posterior, feita por navio cargueiro, foi bem tranquila. Alvar Hanso se omitiu de falar muito sobre a ilha para Valenzetti, dizia para o italiano que o colocaria à par de tudo assim que se reunissem com o resto da equipe, que os estavam aguardando. Disse, porém, que fariam uma outra escala, numa segunda ilha um pouco mais afastada da principal e que de lá partiriam através de um subamrino.

Valenzetti: Qual a razão de não irmos direto até?

Hanso (piscando um olho): um problema em relação à localização da ilha principal... mas falaremos sobre isso depois. Também, por outro lado, ainda estamos acertando o mecanismo que vai possibilitar que utilizemos de outros meios de acesso. Por enquanto, o meio mais seguro de fazer isso é por baixo d´água mesmo.

Valenzetti: Isso teria alguma coisa a ver com essa fonte eletromagnética desconhecida que você mencionou no outro dia?

Mas antes que Alvar pudesse responder, um dos membros da tripulação veio lhe avisar que havia uma comunicação que devia atender. Pediu desculpas à Valenzetti por ter que se retirar assim, abruptamente, mas que retomariam sua conversa uma outra hora. Pediu licença e partiu. Ao se ver sozinho Enzo ficou a levantar conjecturas sobre Alvar Hanso, seu "patrocinador", e se podia confiar nas intenções de homem assim tão influente... mas precisava se distrair um pouco e rumou em direção à cantina do navio, levando consigo um pequeno jogo de xadrez que sempre costumava usar para estudar táticas de jogadas.

Enzo era um exímio jogador de xadrez e costumava gastar parte de seu tempo jogando consigo mesmo por não encontrar jogadores à sua altura. Ele próprio havia desenvolvido diversos programas de computador baseados nesse jogo com a finalidade de aprimorar o sistema de inteligência artificial desses programas, algo que fôsse puramente lógico, seguindo as regras do jogo. Uma vez armado o tabuleiro e pronto para realizar a primeira jogada foi interrompido por um dos soldados que haviam sido destacados para os trabalhos na ilha.

Soldado: Olá, vejo que vai jogar xadrez.

Valenzetti (sarcástico): Muita perspicácia da sua parte achar isso....

Soldado (pouco ligando para o sarcasmo do italiano): Topa jogar uma partida comigo?

Valenzetti: Se você gosta de perder...

Soldado: Quer apostar?

Valenzetti (sorrindo): Dinheiro fácil pra mim.

E assim os dois jogaram. Dez partidas rápidas depois, Enzo Valenzetti contabilizava o dinheiro que tirara do americano.

Soldado: É.... xadrez não é meu forte mesmo.... topa jogar outra coisa? Pelo menos para eu recuperar meu dinheiro?

Valenzetti (rindo): Se você não perder mais.... qual jogo?

Soldado (sorrindo e tirando o baralho do bolso de seu uniforme): Pôquer!

Valenzetti: Hummm... por que não?

Embora o jogo de pôquer tivesse suas regras como qualquer outro jogo, dessa vez o italiano se deu mal. O americano era muito bom em blefar, e em pouco tempo readquiriu seu dinheiro de volta.

Valenzetti: É... eu acho que aprendi uma lição aqui, meu caro. Embora eu não veja tanta lógica num jogo como esse, é admirável como seja possível revertar a situação de uma mão ruim apenas com o falso julgamento do jogador adversário... parabéns.

Soldado (rindo): Falou grego para mim, hehehehe. Mas que horas são? Meu Deus, preciso retornar ao meu posto. Foi muito bom jogar com você... errr... senhor...

Valenzetti: ...Valenzetti, Enzo Valenzetti. E o seu?

Soldado: Austen, Sam Austen, senhor.

E o soldado Austen saiu correndo da cantina...


Referência: http://pt.lostpedia.com/wiki/Sam_Austen




Editado pela última vez por Cyrano em Quinta Fevereiro 07, 2008 15:27, num total de 1 vez
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MensagemEnviada: Quinta Fevereiro 07, 2008 15:24  |  Assunto: Responder com Citação





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Pré-história de Lost s-maior Primeiras observações de Valenzetti sobre a ilha

Um bom tempo antes de Valenzetti desembarcar na "ilha" pela primeira vez, várias outras equipes de cientistas já estavam por lá pesquisando suas propriedades. Muitos estudos já indicavam uma direção a seguir sobre realização dos projetos efetuados por ali, de modo que toda uma infra-estrutura já vinha sendo arquitetada para essas finalidades.

Como era de se esperar, Alvar Hanso o apresentou à alguns de seus principais associados, entre os quais estavam Thomas Mittelwerk, Marvin Candle e os DeGroot. Embora esses pesquisadores fôssem de diferentes áreas de atuação todos pareciam estar trabalhando com um objetivo em comum, mas os detalhes de cada tipo de pesquisa nas quais estavam envolvidos ficavam restritos à cada área em específico. Como Hanso assegurou para Valenzetti, o motivo disso seria de manter o sigilo das operações, mas o trabalho de Valenzetti é que iria nortear a direção dos outros projetos.

Para tanto, Alvar procurou colocar Enzo à par do que haviam descoberto sobre aquele lugar.

Uma das conclusões era de que o eletromagnetismo geologicamente único daquele lugar influenciava sobre a matéria de modo a criar um campo gravitacional diferente da do resto do planeta. Em outros termos, era como se a "ilha" fôsse uma espécie de câncer crescendo na própria Terra, um "outro mundo".

Tal como um "tumor", o eletromagnetismo da ilha se expandia progressivamente, e previa-se que algum dia chegaria a um ponto em que haveria uma desestabilização do eixo terrestre na competição entre os pólos magnéticos da Terra e os desse "novo mundo", de modo que todo o planeta estaria subjugado aos efeitos observados no campo gravitacional deste último.

Embora a variação sobre a força da gravidade fosse um tanto quanto insignificante, em termos quânticos demonstrava ser capaz de influir enormemente sobre a curvatura tempo-espacial daquele lugar, retardando o tempo da "ilha" em relação ao tempo observado fora dela, criando um efeito que passaram a denominar de "cápsula do tempo". Por outro lado, haviam várias complicações que estavam ligadas ora ao eletromagnetismo da ilha, ora à experiência de ficar e/ou passar por essa variação temporal, ora ao campo gravitacional daquele lugar... em termos físicos, por exemplo, a mínina variação gravitacional da ilha impedia que qualquer aeronave pudesse sobrevoar seguramente os perímetros específicos de sua atuação. Os meios mais acessíveis de se chegar àquele lugar, embora um tanto quanto turbulentos devido à diferença temporal, ainda eram pela superfície ou por baixo dela.

A "cápsula do tempo", ou a "ilha", fazia com que tudo que estivesse por lá então se conservasse do tempo do mundo exterior, porém, em termos fisiológicos, o metabolismo dos seres vivos era afetado de diversas formas inesperadas... eram notáveis os processos de cicatrização de feridas e de algumas doenças, mas ao mesmo tempo haviam outras consequências desfavoráveis no que tange ao modo que tais efeitos agiam em outros tecidos celulares. Nas células germinativas se constatava um aumento significativo na produção destas, tanto em homens quanto em mulheres, sendo que no caso destas últimas elas se tornavam inférteis em breve período de tempo e, se engravidassem, morriam por causas ainda desconhecidas por eles.

No caso das células nervosas, havia um espantoso salto na neurogênese e na recuperação de outros tecidos nervosos. Num primeiro momento acreditava-se que o desenvolvimento de "novas" conexões sinápticas pudessem estar ligadas ao ganho de "novas" percepções da realidade: uma "nova" consciência. Também era questionável que isso poderia se referir a alguns eventos bizarros que os cientistas tomavam como alucinações visuais e/ou auditivas, mas sempre houve um grande desacordo entre eles sobre essa área.

Valenzetti era um homem da ciência, mas a distorção do tempo na ilha poderia enveredar por uma questão mais complicada dessa discussão que procurava reduzir à alucinações o que poderiam ser outras dimensões espaciais... mas isso ainda era muito confuso para Enzo e por enquanto isso era somente especulações de sua parte.

Então, o projeto de maior prioridade era arranjar um meio de canalizar a energia do eletromagnetismo da ilha e utilizá-la para abastecer outras estações de trabalho. Uma vez que pudessem construir esse "reator" eles dariam conta de dois problemas principais: controlariam o tempo da "ilha" e teriam como estudar as propriedades do EGU de um modo controlado.

As bases daquilo que viria a ser a estação Cisne comportava então esse tipo de "usina", que através de um complexo sistema de canais subterrâneos, fazia a interligação de diversos pontos na "ilha" onde a energia eletromagnética podia ser captada. Isso então parecia ser suficiente para seu própósito, e a coordenação de tal sistema se basearia numa programação que foi batizada de "sistema cérberus", que então seria responsabilidade de Valenzetti desenvolver e aprimorar.

O sistema cérberus atendia uma demanda simples e sua rotina Também seria automatizada para dar conta sobre a regulagem do tempo da "ilha" com o tempo do mundo exterior. Sua programação também procurava atender o propósito de Valenzetti em estabelecer parâmetros sobre as teorias que aventava sobre a previsibilidade de fatos futuros, de modo que o sistema era alimentado com equações derivadas do "teorema da incompletude" de Kurt Gödel e da "Teoria dos Jogos" de John Nash.

Tudo ocorria conforme o planejado... até Valenzetti conhecer Richard Alpert.


Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_da_Incompletude_de_G%C3%B6del
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_dos_jogos


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Pré-história de Lost s-maior Richard Alpert


Valenzetti havia dividido a ilha em vários setores para tentar compreender melhor a orientação da energia eletromagnética daquele lugar e suas respectivas flutuações de carga. A origem vulcânica da ilha havia formado túneis subterrâneos em várias regiões e boa parte destes estavam sendo aproveitados para a implementação da rede que ligaria as estações de trabalho.

Apesar da Cisne ser o foco prioritário para a construção do reator, a maior densidade da carga eletromagnética estava localizada em outro ponto da ilha, próximo à região do "Black Rock", navio de Magnus Hanso, avô de Alvar. No entanto, o acesso àquela parte da ilha era restrito aos grupos de pesquisa devido à alguns "problemas" enfrentados naquela região.

Embora Enzo tivesse certas facilidades e trânsito livre para realizar suas pesquisas nos setores que havia equacionado, para sua própria "segurança" lhe foi negado investigar os arredores do "Black Rock". Mas isso não impediu o italiano de burlar uma falha na segurança e checar, por conta própria, o que poderia descobrir sobre aquele lugar. Assim, calculando o tempo de ida e retorno, partiu com a certeza de não haveriam de notar sua falta, até porque todos sabiam que preferia ficar recluso quando estava trabalhando.

Por fim encontrou o navio, sabia que em outra direção encontraria a torre de transmissão que estavam construindo não muito longe dali. Seu raciocínio o fez tomar a direção oposta, mais adentro, na mata. Se deparou então com as ruínas de antigas construções, um verdadeiro achado arqueológico, muita coisa destruída por causa do tempo, mas a maior parte por obra do homem... algum tipo de conflito? Estava assim a examinar essas descobertas quando ouviu um barulho atrás de si. Ao se virar viu um homem lhe encarando, apontava uma pistola para ele.

Valenzetti: Estou desarmado... quem é você? O que faz aqui?

Alpert: Meu nome é Alpert, Richard Alpert. E nesse momento outros homens surgiram ao redor de Enzo, todos trajando roupas esfarrapadas como Alpert, alguns armados, outros não. Richard, sem tirar os olhos do italiano prosseguiu:

você está com Hanso, não é mesmo? E Thomas Também está aqui... não se preocupe, não iremos matá-lo, mas precisamos saber o que você sabe e o que pretende fazer com isso.

Valenzetti: O que eu sei é muito pouco ainda e é por isso que estou aqui. O que sei é o que Alvar Hanso me contou... e se você conhece ele já deve saber tudo o que sei.

Richard riu e os homens que o acompanhavam riram Também.

Alpert: Se conhecemos Hanso? O conhecemos muito melhor que você. Tudo que lhe contaram é apenas parte do que realmente acontece e aconteceu por aqui.

Valenzetti: E qual seria a verdade nessa história toda?

Alpert (piscando o olho): Em primeiro lugar Alvar Hanso não é quem diz ser...

Valenzetti: E quem é Alvar Hanso?

Alpert: "Alvar" Hanso foi nosso capitão... seu nome verdadeiro era Magnus Hanso.


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